REDE MEL, EMPRESA DE PRODUTOS ERÓTICOS ATENDE O PÚBLICO “INICIANTE” E PERCEBE UM MERCADO EM POTENCIAL

Ingressar no segmento de eróticos não é uma tarefa fácil, principalmente quando o foco está mais direcionado ao público “beginner” e nem tanto aos “heavy users”. Sozinha ou acompanhada, a curiosidade e vontade de explorar a criatividade na vida sexual é grande, mas nem sempre vence a barreira da inibição ou do preconceito.
Por isso, a Rede Mel, nova empresa de venda direta de produtos sensuais e eróticos via catálogo, adotou este sistema para ter um atendimento personalizado e levar com discrição, uma variedade de mais de 200 produtos até quem deseja. Além da praticidade, a loja virtual exerce papel fundamental como complemento do material de apoio para visualização completa de todas as linhas. “O que mais chama atenção das minhas clientes é a qualidade das imagens e informação sobre os produtos”, diz Carla Mileia, formada em administração de empresas, revendedora da Rede Mel aos clientes de classe média à alta de Brasília.
O diferencial da empresa é que além da preocupação institucional bem perceptível na sua própria revista trimestral, oferece um atendimento educativo e informativo, graças ao suporte da renomada sexóloga Carla Cecarello, que enfatiza bem a importância da saúde sexual e bem-estar em seus artigos.
O coaching que a Rede Mel oferece às suas revendedoras é munido de insights administrativos para facilitar o planejamento e definição de investimento desse flexível modelo de negócio, cuja margem de lucro é de 42% na venda dos produtos.
Pela tangibilidade do negócio, o perfil da revendedora Rede Mel pode variar bastante mas em sua maioria apresentam o “capital erótico”, termo criado por Catherine Hakim, socióloga da London School of Economics and Political Science, cujo conceito não se limita à aparência, mas à disposição e simpatia aplicada nos relacionamentos profissionais. Em seu estudo sobre o tema, escreve que “O capital erótico é uma commodity sobre a qual estudos econômicos e sociológicos têm se mantidos cegos, apesar de sua palpável, e cada vez maior, importância em todas as esferas da vida social”.
Mais do que a finalidade financeira, a revendedora da Rede Mel tem benefícios galgados na auto-estima. É uma agente social que adquire um reconhecimento pessoal das experiências de troca em que vive, característica atraente aos olhos do público iniciante.
Quanto maior a visão de empreendedora a revendedora tiver, melhores resultados podem ser obtidos, podendo chegar à renda média de R$ 1.800, dependendo da dedicação e investimento de cada uma. A principal fonte de renda da revendedora Joana Barcellos por exemplo, é dar consultoria comercial para um jornal em São Roque. Tem família constituída e diz que “a porta de entrada para as iniciantes são sem dúvida os cosméticos sensuais e as lingeries, mas na verdade todas querem mesmo é um vibrador”.
A revendedora Roberta Amaral de São Paulo é analista de planejamento, formada em marketing e sua estratégia é abordar clínicas de estética, priorizando atendimentos individuais para o público que varia dos 25 aos 60 anos, casadas, solteiras, namoradas. Marissol tem alto poder aquisitivo e reúne as amigas de mesmo perfil em chás de lingerie em Alphaville.
Para engatar em vendas maiores, Joana gosta de organizar divertidos encontros nos salões de beleza com cerca de 2h30min de reunião. Carla Mileia é distribuidora da Herbalife há 4 anos e prefere organizar suas vendas coletivas com “consumação mínima” prévia de 15,00 por pessoa, dando desconto ou brindes especiais para o anfitrião que reúne suas amigas. Do público iniciante, as bolinhas explosivas, géis sensuais, sabonete íntimo, desodorante íntimo, vibradores pequenos e coloridos são os itens mais requisitados.
Cada revendedora tem seu estilo de abordagem, podendo variar o perfil da clientela que começa a partir dos 25 anos e vai deixando de ter o preconceito com esses tipos de artigos depois do primeiro contato. “A maioria das minhas clientes são mulheres independentes financeiramente, solteiras, vaidosas, descoladas e sabem o que querem”, divide Joana. Já para a jornalista Anna Paula Lomas de Oliveira, revendedora do Paraná, a maior parte de seu atendimento é direcionado às mulheres casadas e bem resolvidas, em torno de 30 à 70 anos. “Trabalho com outras vendas por catálogos, mas nada parecido com os produtos da Rede Mel. São exclusivos. Estou me dando muito bem como autônoma”, diz Anna Paula, nos quais os produtos mais vendidos são cápsulas explosivas lubrificantes.
A maioria das pessoas que possuem capital erótico têm mais facilidade para convencer os outros, fazer amigos, casar, conseguir um emprego e um salário maior. Unidas por este skill mas com variação na idade e na formação, as 50 revendedoras da Rede Mel atuam desde o Rio Grande do Sul até o Pará, com grande parte da demanda notada nos estados da região Norte, Nordeste e no extremo Sul, pela carência de empresas que oferecem esses produtos.
Para conhecer: www.redemel.com.br
Chás de lingerie Rede Mel na Folha online: http://www1.folha.uol.com.br/folha/videocasts/ult10038u702547.shtml
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